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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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05
Jan18

Monumento ao bebedor anónimo de espíritos

JP

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Os ventos não são favoráveis para os bebedores portugueses. Mais um aumento de impostos na cerveja e, entre outros, nas bebidas espirituosas.

Mas para quando um monumento ao bebedor anónimo português de espíritos? O que esta gente apaixonada por uísque, aguardentes ou rums tem feito para combater o défice é verdadeiramente notável. Um hectolitro destas bebidas paga um imposto de 1.386,93 euros (a cerveja paga no máximo 29,4 € por hectolitro).

Claro que muitos dirão: estão a adiantar agora para compensar os 200 mil euros que nos vai custar o transplante de fígado ou o internamento e fisioterapia depois do AVC. Sem dúvida.

Mas este sentido de justiça não se aplica quando o esforçado bebedor de espíritos morre repentinamente, sem custar mais do que um funeral. Compensação financeira à família por ter poupado dinheiro ao estado é que nem pensar.

E nem vamos falar daquele avôzinho (todos conhecem um) que já vai perto dos 100 e sempre a beber o seu copito diário de aguardente.

Mas não é isso que interessa. A moral por trás destes “impostos do pecado” é feita de plasticina. É que estes pecadores fazem muita falta à sociedade. Um governo quando faz um orçamento de estado a contar com o dinheirinho dos pecados, deseja que se deixe de pecar ou que se peque um pouco mais?

Se os bebedores de espíritos se regenerassem, imaginem lá quem é que se ia lixar? Pois é, os impolutos bebedores de água, chás e sumos detox. O dinheiro tem de vir de algum lado. Se não há pecadores, pagam os justos.

Vamos lá fazer-lhes a merecida homenagem.