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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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13
Abr09

A dualidade das tascas

Marco

O ser humano é rico nas suas escolhas e interpretações, o que, de facto, leva a que sejamos todos diferentes nos gostos preferências e hábitos. Esta diferença entre indivíduos, nada mais faz com que nos preocupemos ainda mais com aquilo que nos une, as características que partilhamos com os outros e que nos tornam semelhantes.

Procuramos sempre alguém com quem nos identificamos e isso observa-se em tudo, nos colegas da escola, amigos, companhias e namoros… o que nos faz chegar ao ponto fulcral que é o de encontrar alguém que assuma as suas diferenças, mas que partilhe os nossos gostos e loucuras gastronómicas.

Neste sentido, as tascas ocupam um lugar de destaque e de grande componente social pois permitem que as diferenças entre indivíduos se esvaneçam, numa razão inversamente proporcional ao vinho ingerido, ou mesmo o contrário, em que pessoas que sempre concordaram em tudo comecem a discutir que nem uns desalmados, geralmente também numa razão inversamente proporcional ao vinho ingerido!

Braga vs Guimarães

O que realmente importa é que se gere a concórdia, e isso vulgarmente acontece numa tasca à volta de umas alheiras, dum bacalhau bem demolhado, dum cabrito temperado ou vitela com umas pedrinhas de sal, sítios onde as diferenças se esfumam e são colocadas em segundo plano, onde vemos bracarenses a abraçar vitorianos, jeovás a sorrir para católicos, comunistas a brindar com homens de direita e mesmo mulheres a dizer bem umas das outras!

Foi na passada semana, na Póvoa de Lanhoso, que sentados num banco de madeira corrida, a degustar um bacalhau assado com batatas a murro e a esvaziar canecas de riscas azuis com verde tinto que constatamos isso mesmo… tal como diz o poeta, afinal aquilo que nos une é sempre mais do que aquilo que nos separa!

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