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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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18
Fev09

As melhores Papas de Sarrabulho de sempre

Paulo

Há determinados “pratos” que em casa são sempre melhores. Acho que ninguém duvida disso. Aliás, na maior parte dos casos, uma pessoa só vai comer “fora” para não ter de cozinhar, porque não tem quem lhe cozinhe ou simplesmente porque não sabe cozinhar. E há também “pratos” que se vão comer “fora” porque dão muito trabalho prepará-los em casa, como acontece com as Papas de Sarrabulho. Mas, neste caso e em muitos outros do mesmo género, já se sabe de antemão que nos restaurantes podem ser bons, porém nunca serão como se fossem feitos em casa. No exemplo das Papas de Sarrabulho, até podem haver locais onde são confeccionadas com um sabor mais intenso ou requintado que não se conseguirá reproduzir ao domicílio, contudo nunca baterão a qualidade e a consistência de umas Papas caseiras. Aliás, será que a tradição dos rojões serem servidos juntamente não nasceu da necessidade de disfarçar a menor consistência e recheio das Papas?
Agora, como é evidente, esta é uma daquelas iguarias que, em casa, só se prepara uma vez por ano ou com um espaçamento temporal ainda maior. Porque as Papas de Sarrabulho dão mesmo um trabalho dos diabos se a intenção é que sejam realmente boas: ele é um sem fim de carnes variadas para desfiar e de sangue e pão para esmigalhar.
Este preâmbulo serve para dizer que, há dias, comi as melhores Papas de Sarrabulho da minha vida, em casa, claro, preparadas pela Dona Alzira, senhora minha mãe. Já não o fazia há alguns anos e, talvez por isso, caprichou, fazendo um panelão de Papas de Sarrabulho super-hiper consistentes, a abarrotar de carnes, daquelas Papas em que se tem mesmo de mastigar e até se pode usar faca e garfo. Simplesmente fabulosas e deliciosas como a foto deixará a entender.

 

Quem ficou com água na boca acerca das Papas de Sarrabulho, sempre pode dar um saltinho a Amares, de 21 a 24 de Fevereiro, ao principal Festival deste prato tradicional minhoto, que já vai na sétima edição. A minha mãe não estará lá, mas seguramente poderão encontrar óptimas versões deste “prato”.