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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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21
Dez08

Elogio fúnebre a um cabrito

Paulo

O dia em que veio ao mundo ainda hoje é recordado. O dia em que nasceu o cabritinho mais bonito que alguma vez se viu. Rapidamente se espalhou pelos prados verdejantes e serras cercanias a boa-nova do cabritinho mais adorável, mais gracioso, mais delicado e enternecedor de sempre. Era um regalo ficar simplesmente a olhar para ele. Era motivo de inveja e cobiça. A todos impressionava com o seu corpo roliço, a sua pele sedosa, o seu porte altivo e atlético, o seu balido musical, os seus olhos doces e olhar enfeitiçante.
Quis o destino que acabasse na grande cidade, assado às mãos da Dona Elisabete, no “Sabores do Barroso”. Mesmo na travessa, à nossa mesa, o seu legado permaneceu, a sua singularidade foi perpetuada. Foi o melhor cabrito que comi em toda a minha vida! O mais saboroso de sempre! Com a carne mais tenra e suculenta de todos os tempos! Com a pele mais crocante de que há memória! E todos os convivas presentes no elogio fúnebre daquele cabrito comungaram deste sentimento. O melhor cabrito que jamais comeram!
Ficará na nossa memória para sempre, este cabrito que será recordado eternamente nos prados verdejantes que o viram nascer e ficar no “ponto”…

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