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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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25
Nov08

Manifesto pela Imigração!

JP

Chegou a altura dos nossos governos começarem a perceber que é necessário criar condições para tornar o nosso país mais atractivo a espécies estrangeiras, potenciando a sua livre entrada no nosso espaço. Não podemos continuar a depender do bacalhau e atum estrangeiro, temos de lhes abrir as fronteiras do nosso mar. Chegou o momento de fazer campanhas e investimentos para seduzir as mais interessantes espécies a estabelecerem-se por cá. Sublinho, coloco a bold e entre aspas: "as mais interessantes".
Os portugueses são um povo hospitaleiro e que graças à sua vocação de emigrante saberá receber de braços abertos populações inteiras de atum, de bacalhau ou de salmão do Alasca.
É uma verdade que não será fácil para os estrangeiros deixarem a sua pátria e sentirem-se em casa nos nossos mares, mas cabe-nos a tarefa de potenciar a sua integração plena.
Não bastará atrair os bacalhaus, é necessário prevenir possíveis conflitos com as espécies autóctones, que se poderão sentir ameaçadas, como carapau ou a faneca. Mas acredito que poderá constituir um desafio para que estas espécies retomem a evolução do ponto onde pararam há alguns anitos, talvez por comodismo. A faneca, por exemplo, necessita de perder pelo menos 50% das espinhas. Como já tenho vindo a acusar, a ciência nunca está onde mais precisamos dela. Ainda não se viu um único investigador a afirmar que ía pegar no caso das fanecas ou, por exemplo, a manipular genéticamente o aumento do número de pernas da lula, que  nunca serão de mais.
O nosso mar não é propriamente quente e parece-me, pelo menos pelas minhas duas tentativas de tomar banho neste Verão em Esposende, que a tendência não é a de começar a ferver. Por isso, a temperatura não será o problema. Além disso, estive a analisar as correntes do golfo, que passam pela nossa costa ocidental e, nem a brincar... embora venham do golfo do México dão um saltinho ao Atlântico Norte.
Que eu saiba, a lei internacional pode proibir a pesca de algumas espécies e até estabelecer cotas, mas é omissa no que diz respeito a raptos ou "estímulos ao exílio de grandes populações de peixes". Quando as instituições internacionais acordarem, já será tarde de mais.
Ninguém contesta que os Estados Unidos seduzam os melhores cérebros dos países pobres ou em vias de desenvolvimento. OK, eles que levem engenheiros civis, CEO's, psiquiatras ou políticos, e nós trazemos bacalhaus, atuns, salmões ou mariscos.

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