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Chispes e Couratos

Neste espaço não se discriminam gostos, fetiches, taras, manias, desvarios ou inclinações gastronómicas. Só não toleramos seguidores fanáticos do tripadvisor.

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18
Nov08

Eu confesso, usei doping!

Paulo

Eu confesso! Na maratona gastronómica da “matança do Miranda” eu dopei-me, recorri ao uso de pastilhas digestivas Rennie para mais conseguir comer. Sinto que não devo ter vergonha de o admitir, a situação pedia que eu não falhasse, humilhante seria não conseguir comer nada de jeito, se fraquejasse a meio. Se chegasse a um ponto em que apenas assistisse, sem participar, ao vaivém das travessas, se fosse um mero espectador. Aquela era das tais situações em que não podemos olhar a meios para atingir os fins. Ali pedia-se que comesse e muito. Pelas mesas passaram iguarias em quantidade considerável, como já foi descrito aqui no blog, que pura e simplesmente não poderiam regressar à cozinha sem luta.
Eu acho que o doping só é lamentável quando usado em situações que não o justifiquem. Se eu usasse Rennie a seguir a uma refeição num restaurante de diárias mereceria, sem dúvida, toda a censura deste mundo. Seria como se um atleta se dopasse num jogo de futebol da Liga Intercalar, numa prova de atletismo de “São Silvestre”, na Volta em bicicleta a Panóias. Nada o justificaria. Mas se falarmos na final da Liga dos Campeões, na final dos 100 metros dos Jogos Olímpicos ou na Volta a França não devemos criticar o doping porque estamos a falar de momentos altos, em que se deve dar o tudo ou nada, em que não se deve falhar, em que se deve ser ovacionado em pé e sair em ombros. Se, depois, detectarem a substância ilegal, nem toda a gente terá conhecimento disso e alguns anos depois ninguém se lembrará.
Assim, também eu preferi sair em ombros de Morgade, ser ovacionado em pé pelo próprio Miranda, ser olhado com admiração por todos os que muito me viram comer e pensavam onde raio conseguia eu meter tudo em corpo tão modesto. É essa a memória que eu quero que as pessoas tenham de mim, aquele sujeito que tudo provou, aquele sujeito que de tudo se serviu segunda vez, aquele sujeito que apenas se levantava da mesa quando tudo tinha sido recolhido.
E, já agora, acreditem que as Rennie resultam. Pelo menos, resultaram comigo das duas únicas vezes que as utilizei, sendo que a primeira foi já no distante ano de 1998 numa ida ao Tromba Rija, instituição gastronómica de culto em que só recorrendo ao doping se consegue desfrutar de tudo quanto nos é servido, daquele nunca mais acabar de petiscos (quem já lá foi sabe do que eu estou a falar).

P.S. - E já que falo em doping, não esquecer o já famoso truque da aspirina tomada antes de ir para a cama, para melhor dormir e ainda melhor acordar, depois de uma grande “patuscada”. Mas o caso da aspirina é diferente da pastilha digestiva, é mais como usar a pílula do dia seguinte como método contraceptivo!...
 

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